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Os Riscos da Automedicação

  • Foto do escritor: Aline Sanatana
    Aline Sanatana
  • 26 de jul. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de jul. de 2022

Você costuma se automedicar? Você conhece alguém que se automedica? Você acha que isso é certo ou errado? Será que é algo perigoso?



A automedicação é quando uma pessoa ingere remédios com o objetivo de aliviar suas dores, os sintomas que está sentindo, sem nenhum tipo de orientação médica no diagnóstico ou prescrição médica prévia, sem nenhum tipo de acompanhamento ou tratamento médico. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, o ICTQ, aproximadamente 90% dos brasileiros se automedicam. A facilidade de encontrar informações médicas na internet, seja em blogs, sites ou redes sociais, cria um ambiente propício para o autodiagnóstico e a automedicação. Junto a este fator, há também a ampla disponibilidade de produtos farmacêuticos, a facilidade para a compra de remédios. E existe também uma cultura de comodidade que está associada ao consumo de mediacamentos. Está cultura se une a ideia de que a farmácia é um comércio de conveniência. Tudo isso facilita e amplia a automedicação. O que torna o uso indiscriminado de medicamentos um grande problema de saúde no Brasil.


É importante resaltar que todo remédio possui efeitos colaterais, efeitos negativos, e que, quando ingerido incorretamente, pode trazer grandes malefícios ao organismo. Eu vou pontuar agora alguns dos maiores malefícios da automedicação.


Um destes malefícios é a intoxicação. O uso inadequadas de doses de remédios pode causar muitos impactos na saúde. Esses impactos podem estar relacionados a nenhuma eficácia no tratamento ou uma overdose da medicação no organismo. O que se caracteriza por intoxicação. E é claro que algo muito perigoso.


Tem que se levar em conta também a possibilidade de haver uma reação alérgica. Pois, ingerir medicamentos que não foram prescritos por um profissional de saúde pode causar reações não esperadas no organismo ocasionando algo mais preocupante que os sintomas iniciais.


Há também a possibilidade de haver uma interação entre medicamentos. O que acontece quando há risco de um determinado medicamento reagir em contato com outro que a pessoa já usa de forma contínua. O que pode anular ou potencializar os efeitos um do outro.


O uso da automedicação também pode trazer alívios para a dor e o mal-estar, o que mascara o disgnóstico correto da doença. O alívio pode ser imediato, porém, ele pode esconder a real causa do sintoma. O que dificulta que a doença seja tratada corretamente e pode ainda agravar o estágio da doença.


Tem que se estar atento também a dependência, pois algumas substâncias tendem a ser mais viciantes que outras. Principalmente quando são ingeridas em doses incorretas e por um tempo além do indicado por um profissional de saúde.


O uso indiscriminado de um remédio pode também facilitar o aumento da resistência dos microrganismos para com aquela substância. Por exemplo, em se tratando de antibióticos, pode trazer ineficácia a tratamentos de infecções futuras.


A automedicação gera também o mau hábito de acúmulo de remédios em casa. O que pode causar problemas como o consumo de medicação após vencimento, a não eficácia no tratamento por causa de mau armazenamento da medicação, a confusão entre medicamentos e até mesmo a ingestão acidental por crianças ou animais domésticos.


Como você, leitor, pode perceber, são muitos os malefícios da automedicação. Portanto antes de tomar qualquer medicamento, o ideal é realizar uma consulta com um profissional de saúde. Não se automedique, não ingira nenhum medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pois isso certamente pode ser perigoso para a sua saúde.



Para assistir ao vídeo deste post, acesse o link: Os Riscos da Automedicação

 
 
 

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