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Os 5 Estágios do Luto

  • Foto do escritor: Fabiano Machado Ferreira
    Fabiano Machado Ferreira
  • 26 de abr. de 2023
  • 5 min de leitura

Você já sofreu a perda alguém querido? Você já lidou com a morte na sua vida? Como foi para você passar por este processo? Será que a terapia pode ajudar a passar por este processo de uma melhor forma? Você já ouviu falar sobre os cinco estágios do luto?


Em 1969, a psiquiatra suiça Elisabeth Kübler-Ross publicou um livro intitulado On Death and Dying, com tradução em português “Sobre a Morte e o Morrer”. Neste livro, Elisabeth elaborou um modelo de luto baseando-se em seus pacientes. Ela apontou 5 estágios do luto que ela percebeu em pacientes que possuiam doenças terminais e que estavam enfrentando a própria morte. Logo este modelo foi adaptado para como as pessoas pensam e vivem o luto de uma maneira geral. Os 5 estágios do luto, de acordo com Elizabeth, são: 1. Negação; 2. Raiva; 3. Barganha; 4.depressão e 5. Aceitação. Vamos analisar cada um desses estágios agora.


O primeiro estágio, a negação, é quando a pessoa nega que aquilo está acontecendo, seja o diagnóstico diante de uma doença terminal, seja a própria morte em si. Mesmo tendo certeza de que uma certa pessoa morreu, é difícil acreditar que está pessoa, principalmente em se tratando de uma pessoa importante para nós, é difícil acredotar que está pessoa não vai mais voltar. E é muito comum também sentir a presença desta pessoa, escutar a voz dela e até mesmo ver esta pessoa. Vou dar um exemplo particular. Eu tinha um poodle chamado Bob que morreu com 16 anos de vida. Quando meus filhos nasceram, ele já fazia parte da família. Logo após a sua morte, decidimos viajar para o nosso sítio para enterrá-lo lá. No carro, minha filha teve a impressão de que tinha ouvido ele choramingar. Ele estava velhinho, ele reclamava bastante. Mas infelizmente, foi somente uma alucinação. Eu vou fazer um vídeo para o canal falando sobre a alucinação, sobre a ilusão e sobre o delírio. A alucinação é algo comum no estágio da negação.


O segundo estágio é a raiva. A raiva é um sentimento completamente normal e muito natural após a morte de alguém querido. A morte pode parecer muito fria e cruel. Principalmente quando acreditamos que está pessoa morreu antes do tempo que deveria, ou caso vocês tinham planos futuros em conjunto. É comum também sentir raiva quanto a própria pessoa que morreu, raiva de Deus ou de alguma outra figura religiosa que faça parte das crenças da pessoa que sofreu a perda. É comum também sentir raiva de si mesmo, de coisas que fez ou que não fez e gostaria de ter feito em relação à pessoa que morreu, assim como dar um último beijo, não ter brigado com esta pessoa, ou ter feito as pazes antes de sua morte.


O terceiro estágio é a barganha. Neste estágio, a pessoa tende a fazer acordos consigo mesma, com Deus ou alguma outra figura religiosa que faça parte das crenças desta pessoa. Fazemos o possível para acreditar que ao agirmos de determinada maneira, nos sentiremos melhor. Isso porque é difícil aceitar a perda e a ideia de que não podemos fazer nada para mudar o que aconteceu. É comum também reviver mentalmente situações passadas com a ideia de que se determinada ação tivesse acontecido de outra maneira, as coisas teriam tomado um rumo diferente.


O quarto estágio é a depressão. Tristeza, desânimo, depressão são alguns dos sentimentos que mais nos atingem quando sofremos uma perda. E a dor que a perda causa pode ser muito intensa e pode persistir por muito tempo. É muito comum a pessoa que sofreu a perda ficar presa neste estágio. A dor traz muitas vezes uma incerteza e este estágio tende a ser bastante assustador. Por isso a importância da terapia para ajudar esta pessoa a passar por este processo de forma sadia, ajudando-a a se sentir melhor consigo mesma diante desta perda.


O quinto e último estágio é a aceitação. Que é quando a pessoa consegue compreender o que aconteceu e não se sente mais tão mal em relação à perda. A dor gradualmente diminui e é possível aceitar o que aconteceu. Talvez nunca seja possível superar a perda de alguém querido e amado por nós, mas é possível aprender a viver novamente mantendo as lembranças e os momentos positivos que tivemos com está pessoa em nossas memórias.


De acordo com a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, os estágios do luto não são lineares. É possível experienciar estes estágios em diferentes momentos, de forma que eles não acontecem necessariamente um após o outro. E é possível também não necessariamente experienciar todos os estágios. Perdas diferentes levam a sentimentos diferentes. Convém também ressaltar que os estágios do luto não acontecem apenas com a perda da vida, com a morte. Acontecem também com a perda de algo físico ou não físico, que não esteja diretamente relacionado a morte. Como, por exemplo, a perda de algo móvel, assim como um carro que é roubado, ou algo imóvel, assim como uma residência. Ou uma relação amorosa, um estabelecimento que deixa de funcionar, um simples objeto que tem valor para a pessoa, assim como um óculos, por exemplo. Na verdade, está relacionado a perda de algo que tem imenso valor para a pessoa.


E como a terapia pode ajudar a lidar com a morte de alguém querido? A terapia pode ajudar, sim, e muito. Por exemplo, a terapia vai ajudar a compreender que o que acontece, acontece e não há como mudar isso, mas há, sim, como mudar a maneira como nós nos sentimos em relação ao que aconteceu. Através da terapia é possível trabalhar o perdão, é possível dar um último adeus, falar algo que ficou faltando falar. Se expressar de alguma forma e dar um fechamento para a dor. Na verdade, libertar as nossas emoções nos faz um grande bem. É importante falar sobre a perda, é importante chorar. A terapia ajuda não somente em relação ao luto, mas em todos os aspectos de nossas vidas. É difícil passar pelo processo da perda sozinho. Não se sentir bem quando perdemos alguém querido é algo normal. Porém, não é benéfico quando a dor permanece e a tristeza aumenta, ao invéz de amenizar. Neste caso, é preciso buscar ajuda para poder passar por este processo de uma forma mais sadia. A terapia ajuda muito neste quesito. Se você está se sentindo deprimido com a perda de alguém querido e essa dor não passa, busque ajuda. É importante compreender que nós não conseguimos lidar com tudo o que acontece conosco, e tudo bem quanto a isso. Mas é importante também saber que não fomos feitos para sofrer, nós podemos e merecemos ser felizes.


Para assistir ao vídeo deste post, acesse o link: Os 5 Estágios do Luto

 
 
 

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