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Neuroplasticidade

  • Foto do escritor: Fabiano Machado Ferreira
    Fabiano Machado Ferreira
  • 29 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

Você costuma fazer atividades criativas e diferentes? Você sabia que isso pode prevenir doenças degenerativas tais como as demências?



A neuroplasticidade se refere a capacidade de o sistema nervoso de sofrer alterações e adaptações quando exposto a novas experiências. Muito recentemente, pouco antes dos anos 2000, tinha-se a ideia de que o sistema nervoso era estático, tanto em condições normais de funcionamento quanto quando alterado por alguma lesão. Acreditávasse que uma lesão neurológica levaria a uma sequela irreversível. Hoje em dia, sabe-se que o tanto o sistema nervoso do ser humano como o de alguns mamíferos é extremamente flexível e plástico.


O sistema nervoso central divide-se em encéfalo e medula espinhal. O cérebro é uma das partes do encéfalo. Os neurônios são células características do sistema nervoso central que, quando recebem estímulos do ambiente externo ou do próprio organismo, tem a capacidade de estabelecer conexões entre si. Quando estimulados, os neurônios geram impulsos de natureza elétrica e liberam íons e substâncias químicas que lançadas nas sinapses (espaços vazios entre um neurônio e outro) estabelecem ligações entre eles. Para saber mais sobre sinapses neurais leia o post Sinapses Neurais. A rede de neurônios se recompõe e reorganiza a cada novo estímulo, o que traz a possibilidade de uma enorme diversidade de respostas. Essa capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento se chama neuroplasticidade.


Isso permite a capacidade de mudanças por causa do crescimento do organismo, por causa da aprendizagem e por causa de ajustes para compensar prejuízos e mau funcionamentos no cérebro por danos cerebrais ou envelhecimento. Podem ocorrer novas conexões entre neurônios, fortalecimento de conexões que já existem e o surgimento de novos neurônios. Caso certa área do cérebro seja danificada, por exemplo, áreas diferentes podem assumir parte do trabalho da área danificada. Em um indivíduo cego, o córtex visual, que é responsável pela visão, pode passar a ter utilidade no processamento de informações auditivas ou táteis. Quando fazemos ações corriqueiras de maneiras diferentes, quando usamos da criatividade, quando pensamos de forma diferente estamos usando a neuroplasticidade. De acordo com o médico, neurocientista, escritor e artista plástico brasileiro Cláudio Luiz Nogueira Guimarães dos Santos:


A melhor estimulação que se pode oferecer-lhe é fazer com que trabalhe de forma criativa. O que é repetitivo, monótono, sem graça não estimula o funcionamento do encéfalo. Atividades criativas e com aspecto motivacional intenso preservam, dentro de certos limites, o aparecimento de doenças degenerativas como as demências.

Então, dizer que nosso sistema nervoso central é plástico, é dizer que ele é moldável, alterável. E ele muda permanentemente no decorrer de nossa vida. Isso não é incrível, leitor?


Através da terapia, eu, Fabiano Machado Ferreira, ajudo os meus pacientes a usarem da criatividade, ativando novas sinapses e estimulando a neuroplasticidade. Eu ajudo os meus pacientes a pensarem de forma diferente, a pensarem de forma mais aberta. Eu estimulo a liberdade mental para que eles consigam alcançar aquilo que eles desejam. Para que eles consigam ser mais felizes. Porque todos nós merecemos ser felizes, não é mesmo? Porque você, leitor, merece ser feliz.



Para assistir ao vídeo deste post, acesse o link: Neuroplasticidade

 
 
 

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