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Mecanismos de Filtragem da Mente

  • Foto do escritor: Fabiano Machado Ferreira
    Fabiano Machado Ferreira
  • 2 de jul. de 2021
  • 4 min de leitura

Atualizado: 29 de abr. de 2022

Nós vemos, ouvimos, sentimos as informações que o universo nos apresenta através de nossos filtros de percepção.


Tudo o que captamos através de nossos 5 sentidos passam pelos nossos filtros, e moldamos a realidade de acordo com nossas crenças, ideias e ideais. É como se usássemos uns óculos especial que nos permite ver tudo o que desejamos a partir da maneira que nós desejamos ver. E agimos de acordo com essa maneira de filtrar o universo. A filtragem que fazemos das informações recebidas é o que nos ajuda a perceber o mundo de maneira particular e única. A Programação Neurolinguística (PNL) reconhece 3 filtros de percepção: generalização, eliminação e a distorção.


A generalização é quando tomamos uma parte de algo maior como se todas as outras partes desse algo maior fossem exatamente iguais a parte que conhecemos. Está relacionada com nossas vivências particulares a respeito dessa parte em questão. Por exemplo, estou andando na rua e me deparo com um cachorro que me persegue e me morde, sem que eu tenha feito coisa alguma para este cachorro. O que me causa um grande temor, um trauma psíquico. Posso então passar a acreditar que todos os cachorros que existem na rua vão me perseguir e me morder. Ou seja, todos devem ser temidos. Um outro exemplo, quando muito pequeno, sou mordido por um cachorro. O que me faz acreditar que todos os cachorros são perigosos, sem exceção alguma. Na generalização é comum o indivíduo utilizar-se de palavras que representem extremos de algo, assim como, tudo, nada, nunca, ninguém, todos, etc. Um terceiro e último exemplo, uma mulher que teve três relacionamentos sérios em sua vida e que foi traída em todos os três relacionamentos, poderia dizer que “Nenhum homem presta”. Ou que “Todo homem é infiel”, ou qualquer outra generalização que compõe sua vivência desagradável sobre o que lhe aconteceu. Mas, por incrível que pareça, generalizar é algo útil para o cérebro, e ocorre de forma subconsciente. Imagine, leitor, se todas as vezes que fossemos abrir uma porta diferente, tivéssemos que arquitetar e enjambrar mentalmente como fazê-lo? Seria cansativo para o cérebro, não é mesmo? E, como mencionado no post Modelo da Mente, o subconsciente é preguiçoso. Ele não gosta de mudanças. Prefere não mudar as programações já instaladas, por isso demandar trabalho e esforço. É mais confortável assim. Por isso a mente generaliza. Para que ocorra menos gasto de energia. Pois pensar gasta energia.


O importante é entender que nem sempre devemos generalizar, principalmente quando estamos tratando de ideias, de ideais, de hábitos.

Na eliminação nossa mente seleciona as informações que são mais convenientes a serem percebidas e armazenadas. A mente escolhe baseada nos conhecimentos que possui, tais como hábitos, crenças, ideias, ideais. O que julga ser mais importante. Imagine uma cena qualquer, vamos tomar como exemplo dois indivíduos conversando ao ar livre. Há diversos tipos de ruídos que são, é claro, distrativos. Para que ambos possam se compreender, devem focar um no outro e se abstrair das outras informações que os rodeiam. Para que isso aconteça, a mente faz um filtro e seleciona apenas aquilo o que julga ser interessante neste determinado momento, eliminando então o restante. E o mesmo acontece em relação a própria conversa. Não é possível recordar tudo o que foi falado. A mente faz esse julgamento e seleciona o que acredita ser mais oportuno. E essa seleção é feita tendo como base ideias, ideais, crenças, etc. Sendo completamente particular. Por este motivo, muitas vezes eliminamos informações que poderiam ser mais úteis do que aquelas para as quais estamos prestando atenção. Ou seja, a eliminação, assim como a generalização pode e é útil para o indivíduo, mas em determinadas situações não o é.


Quando focamos em algo, estamos utilizando da eliminação, eliminando todo o restante que não for aquilo que faça parte do nosso foco.

A distorção ocorre quando recebemos as informações, mas as percebemos diferente de como elas se apresentam. Justamente por estarmos nos utilizando de um modelo já pré-determinado em nossas mentes. É a ideia de que vemos o que queremos ver. Na verdade nos utilizamos de todos esses mecanismos de filtragem quando lidamos com crenças. Então, por exemplo, uma pessoa, com a qual eu me comuniquei apenas uma vez, e que foi extremamente grosseira comigo. Quando vier a me comunicar com essa pessoa novamente, vou levar em consideração a primeira vez que nos comunicamos e terei em mente que essa pessoa foi grosseira e que possivelmente será grosseira novamente. O fato de eu me recordar da primeira vez que nos comunicamos e criar uma expectativa de como vai ser nossa segunda comunicação baseada na primeira, pode vir a gerar a distorção. É possível que essa pessoa seja grosseira novamente? Sim. Mas também é possível que ela seja educada. Porém, por minha mente estar já impregnada com uma ideia fixa, há uma grande chance de eu distorcer as informações enviadas por essa pessoa e as receber como se fossem grosseria da parte dela. Talvez imaginando um deboche ou desdém onde nunca houve. Esse é um belo exemplo de distorção. E perceba, leitor, que nós agimos assim no nosso dia a dia, em nossas comunicações.


Criamos rótulos, etiquetamos, pintamos e enfeitamos a cena da maneira como bem desejamos.

Certas vezes de forma positiva, certas vezes de forma negativa. Por intermédio dos filtros da mente é que as crenças entram em nosso subconsciente, fazem um belo ninho e ficam lá morando até que tenhamos o discernimento de revê-las, julgá-las, e decidir se devem ou não permanecer onde estão.


Para assistir ao vídeo deste post, acesse o link: Mecanismos de Filtragem da Mente

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