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Canais Sensoriais

  • Foto do escritor: Fabiano Machado Ferreira
    Fabiano Machado Ferreira
  • 23 de mai. de 2022
  • 4 min de leitura

Atualizado: 25 de mai. de 2022

Em relação a sua aparência, você gosta de ordem e de coisas bonitas, combinar roupas é algo importante para você ou quem sabe o conforto é algo essencial? Você conhece os termos: visual, auditivo e cinestésico? Você sabe dizer qual destes termos tem mais a ver com você?



Nós, seres humanos, captamos as informações advindas do mundo à nossa volta, por meio físico, através de nossos 5 sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). Na Programação Neurolinguística, John Grinder e Richard Blander percebem que nós captamos o mundo através desses sentidos e os chamam de canais representacionais ou canais sensoriais. Para saber mais sobre programação neurolinguística, acesse o post Programação Neurolinguística (PNL). Os canais sensoriais são divididos em três: visual (abrange a visão), auditivo (abrange a audição) e cinestésico (abrange o olfato, o paladar e o tato). Geralmente 1 desses canais é mais latente em cada indivíduo, porém mais de um canal pode estar ativo em potencial. Algumas pessoas são mais visuais, outras mais auditivas e outras mais cinestésicas. Aqueles que são mais visuais utilizam-se mais da visão para ver, compreender e interagir com o mundo à sua volta. Aqueles que são mais auditivos utilizam-se da audição para escutar, compreender e interagir com o mundo. E aqueles que são mais cinestésicos utilizam-se mais do tato, do olfato e do paladar para sentir, compreender e interagir com o que os rodeia.


Para que você identifique qual canal sensorial é mais latente em você, eu vou lhe apresentar uma representação dos três canais mencionados e como o indivíduo interage quanto ao estilo de aprendizagem, a memória, como resolver problemas, a aparência, de forma geral, e, por fim, a comunicação.


Em relação ao estilo de aprendizagem, uma pessoa visual aprende por visão, observa demonstrações, gosta de ler e imagina as cenas descritas em um livro. Uma pessoa visual tem um bom nível de concentração. Uma pessoa auditiva aprende por instruções verbais dele ou de outros, gosta de diálogos, evita longas descrições, não presta atenção nas ilustrações e geralmente move os lábios, subvocaliza. Já uma pessoa cinestésica aprende fazendo por envolvimento direto, prefere chegar logo à ação e não costuma ser uma boa leitora.


Quanto a memória, uma pessoa visual lembra de rostos, mas esquece os nomes, escreve, anota as coisas e lembra imagens. Já uma pessoa auditiva lembra nomes, mas esquece rostos, relembra das coisas por repetição auditiva. E uma pessoa cinestésica lembra-se melhor daquilo que fez e não do que viu ou ouviu.


Quanto a como resolver problemas, uma pessoa visual delibera, planeja bem antes, organiza os pensamentos anotando-os, lista os problemas. Já uma pessoa auditiva fala sobre os problemas, testa soluções verbalmente, fala consigo mesma sobre o problema. E uma pessoa cinestésica ataca fisicamente o problema, é impulsiva e geralmente escolhe soluções que envolvem muita atividade.


Em relação a aparência, uma pessoa visual é limpa, meticulosa, gosta de ordem e de coisas bonitas. Para uma pessoa auditiva, combinar roupas não é tão importante, porém ela pode explicar bem a respeito das suas escolhas. E uma pessoa cinestésica é limpa, mas logo se desarruma toda por causa das atividades, isso porque a aparência não importa tanto, o conforto é que essencial.


Por último, em relação a comunicação, uma pessoa visual é quieta, não fala muito, impacienta-se quando tem que ouvir longas explanações, pode usar palavras desajeitadas, descreve os detalhes com beleza, usa expressões como “veja, claro, brilhante, olhe, assista, etc.”. Já uma pessoa auditiva gosta de ouvir, mas não consegue esperar falar, suas descrições são longas e repetitivas e ela usa expressões como “ouça, escute, explique, fale, etc.”. E uma pessoa cinestésica gesticula quando fala, não é boa ouvinte, fica muito perto quando fala ou escuta, perde rápido o interesse por discursos verbais detalhados e usa expressões como “sinto, pegue, firme, toque, etc.”.




É muito importante compreender o nosso canal sensorial. Isso ajuda a compreender como podemos absorver de melhor forma aquilo que nos é apresentado e, é claro, o porquê de agirmos ou sermos de determinada maneira. Ao mesmo tempo, isso nos ajuda a saber lidar melhor com nós mesmos. Ajuda também a entender o porquê gostamos de certas coisas, certas pessoas e não de outras. Por exemplo, para um auditivo, uma pessoa que fala alto ou que grita com frequência pode ser bem desagradável e até mesmo estressante. Assim como para um visual, por exemplo, alguém que fica se mexendo o tempo todo, pode incomodar durante uma comunicação. Ou uma pessoa que é muito quieta ou que costuma tocar na outra pessoa enquanto está conversando, para um cinestésico, pode ser muito desagradável.


Ao mesmo tempo que é possível se compreender melhor ao perceber o nosso canal sensorial mais latente, é possível também compreender melhor aqueles que fazem parte do nosso convívio. O que facilita a comunicação com estas pessoas. O que, é claro, reflete em uma melhor atmosfera entre nós e estas pessoas. Por exemplo, eu sou visual. Na minha casa eu sou o único visual. Minha esposa e meu filho são auditivos, enquanto que minha filha é extremamente cinestésica. As vezes o cinestésico gosta de ser tocado, as vezes não. Minha filha odeia o toque. É algo angustiante para ela. É muito difícil abraçá-la ou fazer um carinho nela. Uma pessoa que não compreende isso, pode achar que ela não gosta de tal pessoa, mas é o jeito dela ser. Faz parte da sua cinestesia. Este assunto, leitor, é muito importante. Compreender o seu canal sensorial mais latente e o daqueles que convivem com você faz uma enorme diferença no dia a dia e traz um benefício muito grande para você e para aqueles com os quais você interage.


Você sabia que a terapia é diferente dependendo do canal sensorial mais latente na pessoa? Sim. Uma pessoa auditiva pode ter dificuldade em ver as cenas quando em transe. Então é necessário trabalhar bastante o que ela ouve ou sente. Uma pessoa cinestésica dificilmente entra em transe através de uma indução lenta, assim como a indução de Dave Elman, por exemplo. O ideal é coloca-la em transe através de uma indução rápida, assim como uma indução de choque. Para uma pessoa visual, um ambiente muito claro pode atrapalhar a sua concentração. E por aí vai. Perceba como compreender os canais sensoriais ajuda e facilita a interação com as pessoas. O que torna o nosso convívio com outras pessoas mais harmônico, mais tranquilo, mais alegre, mai feliz.


Para assistir ao vídeo deste post, acesse o link: Canais Sensoriais

 
 
 

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