Teoria das Janelas Quebradas
- Fabiano Machado Ferreira

- 2 de jul. de 2021
- 4 min de leitura
Atualizado: 29 de abr. de 2022
A Teoria das Janelas Quebradas é uma teoria relacionada aos crimes, especialmente em cidades metropolitanas.

A teoria traz uma ideia bem simples e muito importante, realmente muito importante dentro da comunicação do indivíduo com ele mesmo e na busca da melhora que ele deseja ter em relação ao seu problema, independente de qual este seja. A ideia é basicamente que quando houver pequenos crimes, caso estes não sejam levados em consideração crimes maiores irão ocorrer por diversos motivos, porém um em especial. A ideia de haver impunidade ou de ninguém se importar estimula no indivíduo e na sociedade a propensão a continuar cometendo os mesmos crimes e outros crimes em escalas cada vez maiores.
A Teoria das Janelas Quebradas foi apresentada em um artigo escrito pelo cientista político norte-americano James Quinn Wilson e pelo criminologista americano George Lee Kelling, em 1982, intitulado “Janelas Quebradas - A segurança da polícia e da vizinhança”. No artigo os autores afirmam que:
No nível da comunidade, a desordem e o crime geralmente estão inextricavelmente ligados, em uma espécie de sequência de desenvolvimento. Psicólogos sociais e policiais tendem a concordar que, se uma janela de um prédio for quebrada e não for consertada, todo o resto das janelas logo serão quebradas. Isso é verdade tanto em bairros bons quanto em bairros decadentes. A quebra de janelas não ocorre necessariamente em grande escala porque algumas áreas são habitadas por determinados quebradores de janelas, enquanto outras são povoadas por amantes de janelas; em vez disso, uma janela quebrada não consertada é um sinal de que ninguém se importa e, portanto, quebrar mais janelas não custa nada. (Sempre foi divertido.)
Os autores citam também no artigo alguns experimentos postos em prática, no ano de 1969, por uma terceira pessoa, um psicólogo de Stanford chamado Philip Zimbardo, com o objetivo de testar a Teoria das Janelas Quebradas. O psicólogo colocou dois automóveis em duas localidades distintas, uma menos nobre, no bairro do Bronx, na cidade de Nova York, que é uma das áreas metropolitanas mais populosas do mundo com população de mais de 10 milhões de pessoas. E outro carro similar na cidade de Palo Alto no estado da Califórnia. A cidade contém empresas de alta tecnologia do vale do silício. Com população inferior a 70 mil pessoas. Os autores afirmam que:
Ele providenciou para que um automóvel sem placas fosse estacionado com o capô aberto em uma rua do Bronx e um automóvel comparável em uma rua de Palo Alto, Califórnia. O carro no Bronx foi atacado por “vândalos” dez minutos após seu “abandono”. Os primeiros a chegar foram uma família – pai, mãe e seu filho jovem – que removeu o radiador e a bateria. Em 24 horas, praticamente tudo de valor tinha sido removido. Em seguida, a destruição aleatória começou – janelas foram quebradas, peças arrancadas, estofados rasgados. As crianças começaram a usar o carro como playground. A maioria dos “vândalos” adultos eram bem vestidos, aparentemente brancos. O carro em Palo Alto permaneceu intocado por mais de uma semana. Em seguida, Zimbardo quebrou parte dele com uma marreta. Logo, os transeuntes se aproximaram. Em poucas horas, o carro tinha sido virado de cabeça para baixo e totalmente destruído. Novamente, os “vândalos” pareciam ser principalmente brancos respeitáveis.
Qual é a solução proposta por James Wilson e George Kelling para que essa escalada de crimes deixe de ocorrer? Que os pequenos delitos sejam levados em consideração. Que a janela quebrada seja consertada de imediato para que outras janelas não venham a ser quebradas. Fazendo então com que os indivíduos percebam que há sim punições e que outros indivíduos se importam, desestimulando assim que outros atos de vandalismo iguais ou maiores ocorram. Os autores apontam diversas ideias e problemáticas no decorrer de seu trabalho. E finalizam o artigo afirmando que não somente a polícia deve proteger a comunidade, mas cada indivíduo. E, da mesma maneira que médicos reconhecem a importância de promover a saúde e não somente tratar a doença, tanto a polícia quanto a comunidade devem reconhecer a importância de manter as comunidades intactas sem janelas quebradas.
E por que, leitor, esta ideia é importante? E o que tem a ver com sua melhora psíquica e emocional. Bem, basta levar em consideração que você é como um prédio, ou o carro no exemplo citado. Se você não dá atenção a suas dores, aos seus medos, aos seus traumas, se você não dá atenção e não elimina, corrige, ressignifica aquilo que te causa mal, a tendência é que o incômodo piore. Ou, talvez no pior dos casos, que este incômodo se instale em sua mente e que você nem perceba mais que é um incômodo. Nem perceba mais o quanto ele atrapalha a sua vida e não lhe deixa viver. E você então vive, mas vive com limitações que o impossibilitam de ser mais feliz. Leitor, você merece ser feliz. Não me canso de dizer isso. Você foi feito para progredir e se tornar um ser humano melhor. Você é capaz e merece ser feliz. Não deixe nenhuma limitação negativa lhe causar incômodo algum. Não é benéfico viver com dor, seja esta dor física, seja esta dor mental. Não deixe as suas janelas quebradas. Venha para a hipnoterapia e vamos concertá-las. Você merece e você pode ser mais feliz!
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