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O Modelo Cognitivo e a Terapia Cognitivo-Comportamental

  • Foto do escritor: Fabiano Machado Ferreira
    Fabiano Machado Ferreira
  • 17 de nov. de 2021
  • 5 min de leitura

Atualizado: 20 de mai. de 2022

Você sabia que não é o que acontece com você que altera suas emoções, seus sentimentos, as suas reações fisiológicas e o seu comportamento? Não. O responsável por toda essa sinfonia interna e externa é na verdade os seus pensamentos. E eles estão relacionados a sua cognição e ao modelo cognitivo.



Leitor, vamos falar aqui sobre informações muito importantes, dentro da comunicação, que envolvem a cognição do indivíduo. Vamos falar sobre modelo cognitivo e sobre Terapia Cognitivo-Comportamental. Mas antes de falarmos sobre isso, vamos compreender um pouco mais sobre como funciona o termo cognitivo dentro da área da psicologia. O termo cognitivo diz respeito aos mecanismos mentais que se encontram na nossa percepção, no nosso pensamento, na nossa memória e na nossa resolução de problemas. A neuropsicologia reconhece como funções cognitivas: a memória, a atenção, a linguagem, a percepção e as funções executivas. Dependendo da fonte de pesquisa, outras funções podem ser consideradas. Mas estas cincos nos servem para uma compreensão do que é o termo cognitivo. Vou apresentar uma breve explanação sobre cada uma dessas funções. A memória é a capacidade do cérebro de adquirir, armazenar e recuperar dados e informações quando necessário. A memória é algo muito importante dentro da psicoterapia, em especial dentro da hipnoterapia. E é um assunto bastante abrangente, por isso falo somente sobre esse assunto no post Memória. A atenção tem a ver com o nosso foco e concentração em algo específico. Esta atenção pode ser seletiva, quando escolhemos no que desejamos manter nosso foco, ou dividida, quando conseguimos prestar atenção em mais de um estímulo ao mesmo tempo. A linguagem é a maneira pela qual nos comunicamos com os outros à nossa volta e com o mundo. Também é um assunto bastante amplo e do qual falarei com muito mais atenção em outros posts futuros. A percepção está relacionada a capacidade do indivíduo de receber os estímulos através de seus 5 sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). E as funções executivas dizem respeito às atividades cognitivas responsáveis pelo planejamento e execução de tarefas, assim como o raciocínio, a lógica, a estratégia, a tomada de decisões e a resolução de problemas.


A união e relação dessas funções dentro da nossa mente é reconhecida, dentro da neuropsicologia, como o sistema cognitivo.

Agora que compreendemos um pouco melhor o termo cognitivo e as suas funções, vamos falar sobre o modelo cognitivo. Você sabia que não é uma determinada situação, um determinado evento, que altera nosso estado emocional, fisiológico e comportamental sobre determinado assunto. Mas sim a nossa percepção dessa situação, desse evento. É a maneira como nós acreditamos que esse determinado evento vai agir ou está agindo em nossas vidas que faz com que nós nos sintamos e nos comportemos de determinada maneira. O modelo cognitivo é um modelo que coloca os nossos pensamentos como agentes determinantes que modificam nossa maneira de sentir e agir. Dessa forma, de acordo com o modelo cognitivo, não são os eventos que acontecem em nossa vida ou as pessoas com as quais nos deparamos e nos comunicamos no dia a dia que geram, independentemente do que ocorra, emoções e sentimentos em nós, mas sim os nossos próprios pensamentos. Uma determinada situação gera um pensamento automático que gera reações emocionais, fisiológicas e comportamentais em nós. O que faz com que nos sintamos felizes, tristes, enraivecicos, amedrontados, ansiosos, depressivos, etc. Ou seja, o que causa as nossas reações emocionais, fisiológicas e comportamentais é na verdade a nossa maneira de interpretar as situações que ocorrem no dia a dia de nossas vidas. E por que esses pensamentos são considerados automáticos? Porque eles simplesmente surgem em nossa mente. Não são pensamentos dos quais nos programamos para ter de forma consciente. Eles simplesmente surgem do nada. Você sabia que nós pensamos à todo o tempo? E que por dia temos aproximadamente 70 mil pensamentos? Sim. Esses pensamentos surgem através de ideias. Pode ser por meio de palavras, frases, imagens mentais, e assim por diante. Por exemplo, ao pensenizar uma situação que me remete raiva, me sinto enraivecido e tenho um comportamento que condiz com a maneira como estou me sentindo, fazendo com que eu seja agressivo com aqueles a minha volta, seja verbalmente, seja até mesmo fisicamente. O mesmo pode ocorrer ao observar imagens mentais tristes. Me sinto triste e venho a me isolar, por causa dessa tristeza, por exemplo. Ou ao ter um pensamento que gere ansiedade, posso me sentir ansioso e evitar determinada situação futura por causa dessa ansiedade, e assim por diante.


Todo o tipo de pensamento que temos nos causa reações emocionais, fisiológicas e comportamentais.

Agora que entendemos sobre funções cognitivas e sobre o modelo cognitivo, vamos falar sobre a Terapia Cognitiva-Comportamental, também conhecida pela sua abreviação TCC. A Terapia Cognitivo-Comportamental surgiu, na década de 60, através do psiquiatra e professor emérito norte-americano conhecido como o pai da Terapia Cognitivo-Comportametal Aaron Temkin Beck. Ela compreende o modelo cognitivo e busca ajudar as pessoas a perceberem quais são os pensamentos que estão atrapalhando as suas vidas. Para a partir daí ajudar essas pessoas a perceberem esses pensamentos e evitá-los, escolhendo pensamentos mais sadios, mais benéficos e condizentes com a realidade que elas desejam ter. Ao debulharmos o nome desta terapia, podemos perceber que a terapia diz respeito a psicoterapia por ser um tratamento que almeja uma melhora mental. O cognitivo se refere as nossas funções cognitivas, já explicadas anteriormente, (a memória, a atenção, a linguagem, a percepção e as funções executivas). E o comportamento diz respeito a nossa maneira de nos comportarmos no mundo no qual nós estamos inseridos. Aaron Beck notou que muitos de seus pacientes depressivos tinham dificuldade em perceber suas emoções. Observou então que muitos deles mantinham pensamentos negativos e que por isso os sintomas depressivos permaneciam. Foi aí que, ao invés de tratar os sintomas, ele começou a tratar os pensamentos de seus pacientes.


Aaron Beck afirma que “não é a situação em si que determina o que a pessoa sente, mas como ela interpreta uma situação”.

Por isso a TCC foca não nos acontecimentos, mas sim, nos pensamentos que os acontecimentos estimulam. E essa maneira como pensamos geralmente está relacionada a nós mesmos, aos outros, ao mundo e ao futuro. Como você, leitor, se vê em relação as situações que ocorrem em sua vida? Como os outros te veem? Como é o mundo em que você vive? O que acontecerá no seu futuro relacionado ou por causa dessas situações? Os pensamentos que surgem e respondem a essas perguntas geralmente são carregados de ideias negativas, doídas, limitantes. E foram construídos através de crenças que de uma maneira geral nos limitam a vivenciar e experienciar o melhor possível, a utilizar-se do máximo das nossas capacidades mentais. O que faz com que soframos. E ao mesmo tempo faz com que não percebamos outras realidades que poderiam ser mais benéficas, ideias que ao invés de limitar, nos fortaleceriam. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o profissional, o psicoterapeuta, busca fazer com que o seus clientes compreendam não somente que sua maneira de pensar pode ser mais positiva como também que esses pensamentos limitantes não precisam mais ter espaço dentro da sua mente e da sua vida, o ajudando desta forma a eliminar esses pensamentos negativos de vez e substituí-los por pensamentos positivos, mais saudáveis, pensamentos fortalecedores, pensamentos mais felizes. Porque todos nós merecemos ser felizes, não é mesmo? Porque você, leitor, merece ser feliz!


Na hipnoterapia eu, Fabiano Machado, trabalho a hipnose em conjunto com a Terapia Cognitivo-Comportamental buscando compreender a causa do que lhe incomoda e lhe ajudo a modificar a sua maneira de pensar em relação a determinado problema. A junção da hipnoterapia com a Terapia Cognitivo-Comportamental é uma arma muito poderosa para erradicar os seus problemas e aquilo que te incomoda.


Para assistir ao vídeo deste post, acesse o link: O Modelo Cognitivo e a Terapia Cognitivo-Comportamental

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